sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Equipe Amarela


Aconteceu na caatinga 

Era meio-dia e a caatinga brilhava à luz incandescente do Sol. O pequeno Calango deslizou rápido sobre o solo seco, cheio de gravetos e pedras, parando na frente do majestoso Mandacaru, que apontava para o céu seus espinhos, os grandes braços abertos em cruz. 


- Mandacaru! Mandacaru! Eu ouvi os homens conversando lá adiante e eles estavam dizendo que, como a caatinga está muito seca e cor de cinza, vão trazer do estrangeiro umas árvores que ficam sempre verdes quando crescem e estão sempre cheias de folhas. 

- Mas que novidade é essa? - falou a Jurema. 

- Coisa de gente besta - disse o Cardeiro, fazendo um muxoxo irritado e atirando espinhos para todo lado. 

- Eu é que não acredito nessas novidades - sussurrou o pequeno e tímido Preá. 

A velha Cobra, cheia de escamas de vidro e da idade do mundo, só fez balançar a cabeça de um lado para o outro e, como se achasse que não valia a pena falar, ficou em silêncio. 

E no outro dia, bem cedinho, os homens já haviam plantado centenas de arvorezinhas muito agitadas, serelepes e faceiras, que falavam todas ao mesmo tempo na língua lá delas, reclamando de tudo: do Sol, da poeira, dos bichos e das plantas nativas, que elas achavam pobres, feias e espinhentas. Enquanto falavam, farfalhavam e balançavam os pequenos galhos, que iam crescendo, ganhando folhas e ficando cada vez mais fortes. 

Enquanto isso, as plantas da caatinga, acostumadas a viver com pouca água, começaram a notar que essa água estava cada vez mais difícil de encontrar. As raízes do Mandacaru, da Jurema e do Cardeiro cavavam, cavavam e só encontravam a terra seca e esturricada. 

O Calango então se reuniu com os outros bichos e plantas para encontrar uma solução. E foi a velha Cobra quem matou a charada: 

- Há, há, achei uma solução, vamos em busca da Água.

       A cobra saiu da caatinga para procurar um lugar que poderia haver água. Depois de três dias encontrou água. Ficou muito alegre, mas lembrou de que seus amigos, mandacaru, jurema e cardeiro estavam passando sede, ela tinha que se sacrificar e dar um aviso para eles, então com raiva falou:

  -  Não acredito que terei que voltar.

Ela tinha que fazer isso rápido, encher todos os baldes antes que acontecesse algo pior. Nesse instante a cobra viu uma tribo e pediu ajuda para levá-la a Caatinga.

Quando a cobra chegou, todos se esbaldaram e ficaram felizes, e sempre que ficam com sede vão até o Amazonas para pegar água e suplementos.

Versão dos alunos: Leonardo, Paulo, Sarah Veloso, Sabrina, Rafaela, Samuel.

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